segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

O EKISLIBRIS agora é [.com.br]


Prezados amigos:
Conforme anunciado, já está no ar o meu novo site "Círculo do Ekislibris" no link http://josemauricioguimaraes.com.br
O site será uma continuação do Blog que muitos de vocês estavam acostumados a acompanhar. A partir de agora os artigos serão enviados através do endereço de e-mail que você registrar no site, na aba "PARTICIPAR", preenchendo o campo "Inscrição" conforme o caso: "Padrão" ou Especial". Como de costume, seu endereço e dados não serão revelados e os artigos enviados Cco: (undisclosed recipients). Agradeço e envio-lhes o meu Abração

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Desobedecendo

Capa da LPM POCKET
Reflexões a partir do livro de Thoreau. Desobediência é a insurgência de alguém, ou de um grupo, contra um poder. Desobediência civil é a rebelião (pacífica, de preferência) contra um poder opressor. Durante o alistamento para o Vietnã, muitos americanos pregaram ou praticaram a desobediência civil apesar da coerção e ameaças por parte do governo. Cassius Clay, campeão dos pesos pesados, perdeu o título e foi impedido [continuar lendo em http://josemauricioguimaraes.com.br/ekislibris/desobedecendo ]

sábado, 21 de novembro de 2015

Um estranho olhar sobre o mundo

É de Hans Christian Andersen a história que se passou, certa vez, na corte de Thunder-Ten-Tronckh onde lecionava o ilustre Professor Dr. Pangloss. O dinamarquês Hans Christian Andersen viveu de 1805 a 1875; o ilustre Dr. Pangloss é mais antigo, viveu nos tempos do "déspota esclarecido"(1),  assim chamado Frederico II, conhecido como Frederico, o Grande, de 1712 a 1786.
Vamos aos fatos:
Tronckh (vamos chamá-lo assim, resumidamente, para facilitar a escrita e a leitura em voz alta) era cercado por puxa-sacos extremamente vaidosos pois, como é bem sabido, o segredo dos demagogos é se fazerem passar por tão bem intencionados quanto seus súditos, para que estes se imaginem tão espertos quanto ele.
Pois bem; o Rei Tronckh se preocupava em vestir roupas caras, adornadas e elegantes, para impressionar ainda mais a corte dos preguiçosos que o acompanhava submissa, no intuito conseguirem títulos de nobreza. 
Certo dia, chegaram à capital dois viajantes que, sabendo da vaidade do Rei Tronckh, espalharam a notícia de que eram mestres tecelões possuidores de um tecido especial, de cor e padrão únicos no mundo.
Logo que o Rei Tronckh soube da noticia, animou-se com a ideia de possuir um traje magnífico costurado pelos excelsos mestres tecelões. Mandou chamar Fürdqulanr e Lanndeslanlsdesn (estes eram os nomes dos mestres tecelões ˗ não vos assusteis) e adiantou-lhes uma boa soma de dinheiro para que começassem a tecer uma veste com o tal tecido (continuar lendo em http://josemauricioguimaraes.com.br/ekislibris/um-estranho-olhar-sobre-o-mundo )

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Razão do nome

Criei o Blog EkisLIBRIS em maio de 2008. O nome pode parecer estranho, mas não só parece -  é estranho mesmo. O nome, escrito como deveria ser, viria do latim, ex-libris, “vinheta desenhada ou gravada que os bibliófilos colam na contracapa de um livro, da qual consta o nome deles ou a sua divisa, servindo para indicar posse”; assim ensina Antônio Houaiss. Bibliófilo é aquele que ama e coleciona livros - o meu caso -, não raras vezes, perseguido pelos estultos, desprezado pelos poderosos e difamado pelos parvos.
ex-libris
Dom Quixote era um bibliófilo: puro e ingênuo. Diz Cervantes que o engenhoso fidalgo viveu num lugar da Mancha de cujo nome não queria lembrar-se. "Nos intervalos que tinha de ócio, se dava a ler e colecionar livros com tanta afeição e gosto que se esqueceu da administração de seus bens", ou de aparecer em fotografias bajulando os poderosos. Com estas razões, perdeu o pobre fidalgo o juízo. Deu-se mal e teve muitas testilhas com o pároco local. Embrenhou-se em aventuras descabidas, cutucou a onça com vara curta e acabou tendo sua biblioteca queimada pela criada de confiança e o barbeiro da cidade, ambos analfabetos de pai, mãe e parteira.
Não quero nem posso me comparar ao Quixote. Por isso mesmo modifiquei ex-libris para eKISlibris – eki é um dos nomes do Sol na língua e na mitologia basca. Eki ou Eguzki é filha da Mãe Terra, assim como eu e vocês também somos ekis, filhos e filhas deste que é o melhor dos planetas de todo o Universo. Assim, associei a Terra e o Sol com a terminação libris que pode ser entendida como livro em latim: livre (liber) ou mesmo libação, ato que consiste na bebida por prazer ou para se fazerem brindes às divindades, em especial Baco cujo nome itálico era Liber. 
Quod erat demonstrandum, de pagão e de santo todos nós temos um pouco. Além disso, acredito que a sociedade só pode ser LIVRE  quando, entre outras coisas, tiver acesso aos LIVRos  e à educação - que me desculpem a criada de Dom Quixote, o pároco da Mancha, o barbeiro e todos os que me olham atravessado.
Vamos aos fatos: em 2011 concorri com o Ekislibris ao prêmio TopBlog e fui classificado entre os melhores na categoria Arte e Cultura, graças ao empenho e voto dos meus leitores e à generosidade daqueles que acreditam no trabalho que faço. Muitos pensam que meu Blog é sobre Maçonaria. Não é, pois está classificado e direcionado para a literatura em geral, crônicas, cinema, filosofia, música, política (no bom sentido) e religiões (no melhor dos sentido).
Acima de tudo, ridendo castigat mores, citação do lema clássico da comédia, feita por Jean-Baptiste Santeul, que significa: rindo punem-se os costumes. 

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Ascetas, monásticos, cientistas e copistas

Evagrius Ponticus e Anastasius do Sinai dão-nos conta dos ícones e da fabulosa história de São Simeão Estilita que teria vivido entre os anos 389 e 459 de nossa era. Simeão estilita (asceta que se isola do mundo sobre colunas ou pórticos em ruínas - não confundir com estilista) foi também cognominado o Admirável da Montanha, geralmente confundido com outro estilita (o “moço”) que viveu entre 521 e 597 (capítulo XIII, Livro I dos pergaminhos de Evagrius). Mas o que interessa é a história e o inusitado sacrifício atribuído ao santo - ou aos santos, caso tenham existido o velho e o moço. Que se entendam o Evagrius e o Anastasius; vamos chamar o personagem apenas de “Santo Estilita”.
Pois lá estava Santo Estilita praticando a melhor das santidades conforme o ideal  ascético dos séculos III e IV. Permaneceu quatro meses imóvel como uma árvore, fincado no chão. Depois, resolveu juntar pedras e construiu uma coluna de 18 metros. E passou os restantes trinta anos de vida encarapitado lá em cima.
Naquela mesma época, para o bem do cristianismo e felicidade geral dos ascetas, surgiu o monasticismo pelas [ continuar lendo em http://josemauricioguimaraes.com.br/ekislibris/ascetas-monasticos-cientistas-e-copistas1 ]

sábado, 21 de fevereiro de 2015

A arte de ler e de pensar

A longo prazo, qual será o efeito sobre as pessoas de lerem para buscar não apenas informação, mas adquirirem senso crítico e autoconhecimento? Harold Bloom, em entrevista concedida a Flávio Moura na Revista Veja (31/01/2001) falou sobre esse assunto. Pelo visto, passados 14 anos, tudo continua na mesma, senão pior. Tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, a televisão, o cinema, e os videogames desestimularam, principalmente entre os jovens, o hábito de ler.
Por que se dar ao trabalho raciocinar com a própria cabeça se as redes oferecem comida mastigada? Basta você apertar uma tecla e lá vai um sonoro bjs, o fds, abs, emoticons, etc. A música que você escuta não é escolhida por você e sim pelos energúmenos dos programas do domingão; e nas redes sociais qualquer desatinado posta sua performance musical - canhestra e desafinada - sem o menor constrangimento.
Por que ler é importante? Segundo Harold Bloom, "a informação está cada vez mais ao nosso alcance. Mas a sabedoria, que é o tipo mais precioso de conhecimento, essa só pode ser encontrada nos grandes autores da literatura. Esse é o primeiro motivo por que devemos ler. O segundo motivo é que todo bom pensamento, como já diziam os filósofos e os psicólogos, depende da memória. Não é possível pensar sem lembrar – e são os livros que ainda preservam a maior parte de nossa herança cultural. Finalmente, e este motivo está relacionado ao anterior, uma democracia depende de pessoas capazes de pensar por si próprias. E ninguém faz isso sem ler." Por outro lado, Bloom alerta: "Se você tenta ser independente, se não adere a nenhum tipo de moda, se fala honestamente e emite opiniões próprias, se recusa ideologias, inevitavelmente será atacado. O mundo tenta castigar os que não se conformam." 
Fecho aspas e comento. O Brasil tornou-se plenamente informatizado antes de ser satisfatoriamente alfabetizado. Fiquei sabendo que 13 milhões de brasileiros com mais de quinze anos de idade são analfabetos completos, ou seja - nem conhecem as letras (dados recentes, julho de 2015); a projeção é de que tenhamos 55 milhões de analfabetos funcionais, isto é, pessoas que, mesmo capazes de decodificar minimamente as letras, [continue lendo em http://josemauricioguimaraes.com.br/ekislibris/a-arte-de-ler-e-de-pensar ]


segunda-feira, 29 de abril de 2013

O violinista do Titanic, a fraternidade e a ética

Não gosto de best-sellers e filmes campeões de bilheteria. Prefiro ler "Memórias de Adriano" (1951) de Marguerite Yourcenar do que "Aeroporto" de Arthur Hailey ou "Medico de Homens e de Almas" de Taylor Caldwell. No cinema, escolheria “Suplício de uma Alma” (1956) de Fritz Lang que está anos luz na frente do lacrimoso “Titanic” de James Cameron. Todavia, uma sequência do “Titanic” vale por toda aquela água derramada na tela: é a cena dos músicos que continuam tocando enquanto o transatlântico da Classe Olympic ia a pique. Num certo momento, quando não é mais possível escapar do naufrágio, os músicos prosseguem tocando o clássico “Nearer My God To Thee” (Mais perto de Ti, Meu Deus). 
Isso aconteceu de fato. O grupo de músicos que tocava ragtime para distrair os passageiros, enquanto o Titanic singrava entre ondas e gelo em direção à tragédia [leia mais em  http://josemauricioguimaraes.com.br/ekislibris/o-violinista-do-titanic-a-verdadeira-historia-de-amor]